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Mercado financeiro aumenta previsão da inflação para 5,04% em 2026

  • há 5 dias
  • 2 min de leitura

Alta nos preços dos alimentos e combustíveis, influenciada pela guerra no Oriente Médio, preocupa o mercado e mantém inflação acima da meta do governo brasileiro.


Banco Central divulga nova previsão e mercado financeiro aumenta expectativa da inflação para 5,04% em 2026. Alta nos preços dos alimentos e combustíveis segue preocupando os brasileiros. Foto: Innternet.
Banco Central divulga nova previsão e mercado financeiro aumenta expectativa da inflação para 5,04% em 2026. Alta nos preços dos alimentos e combustíveis segue preocupando os brasileiros. Foto: Internet.

O mercado financeiro voltou a elevar a previsão da inflação no Brasil para este ano. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (25) pelo Banco Central do Brasil, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, passou de 4,92% para 5,04%.


Os números fazem parte do Boletim Focus, relatório semanal que reúne expectativas de bancos e instituições financeiras sobre a economia brasileira. Essa foi a 11ª semana seguida de alta na previsão da inflação. Entre os principais fatores que estão pressionando os preços estão a guerra no Oriente Médio, que impacta diretamente o valor dos combustíveis, além do aumento no preço dos alimentos.


A meta de inflação definida pelo governo é de 3%, podendo variar entre 1,5% e 4,5%. Com a nova previsão de 5,04%, o índice ultrapassa o teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.

Em abril, a inflação oficial ficou em 0,67%, puxada principalmente pela alta dos alimentos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA está em 4,39%.


Juros continuam altos

Para tentar controlar a inflação, o Banco Central utiliza a Taxa Selic, que atualmente está em 14,5% ao ano. A taxa funciona como referência para empréstimos, financiamentos e cartões de crédito.

Quando os juros sobem, o crédito fica mais caro, o consumo diminui e isso ajuda a frear a inflação. Por outro lado, juros altos também dificultam o crescimento da economia.

Na última reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual. Mesmo assim, o cenário internacional ainda preocupa, principalmente por causa dos conflitos no Oriente Médio e dos reflexos no preço do petróleo e dos alimentos.

A próxima reunião do Copom acontecerá nos dias 16 e 17 de junho.


Economia brasileira

O mercado financeiro também melhorou levemente a previsão de crescimento da economia brasileira para este ano. A expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) passou de 1,85% para 1,89%.

Já a previsão para o dólar no fim de 2026 segue em R$ 5,17.


Segundo o IBGE, a economia brasileira cresceu 2,3% em 2025, com destaque para o setor agropecuário e crescimento em diversas áreas da economia.


Fonte: Banco Central




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