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Resgate da memória fotográfica dos eventos escolares

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • 3 de mar. de 2020
  • 3 min de leitura

Atualizado: 6 de out. de 2021

Os desfiles cívicos representam a comemoração histórica do País, mas em Morro do Coco, já houve época em que esses eventos eram muito mais do que isso. Haviam regularmente, pelo menos, dois desfiles por ano: em abril, na festa de Nossa Senhora da Penha, a Padroeira local, e em 7 de setembro.

Foto: Arquivo pessoal

As Escolas Thetônio e Lulo Ferreira de Araújo, com suas equipes de direção sempre muito criativas e motivadas, conseguiam passar muita energia positiva para os alunos, que por sua vez, se empenhavam ao máximo com ideias para a elaboração dos temas vividos naquele período. Haviam também, os alunos que eram integrantes da banda Marcial Local, e em muitas ocasiões até a comunidade participava. Podemos recordar de uma época em que, esses desfiles eram um evento muito aguardado, tanto pelo corpo docente e alunos, como também, pela própria comunidade.


Em seus desfiles cívicos, as escolas apresentavam temas de assuntos vividos naquele ano, como por exemplo: as guerras, problemas políticos, sociais, defesa da natureza, liberdade da mulher e etc. Parece que é muito para apenas um desfile, que para alguns era só uma obrigação, algo cansativo ou chato, mas para a maioria era uma forma de expressão. Era um evento tão grande e aguardado, que os fotógrafos se mobilizavam para se apresentar no dia e registrar o momento vivido pelos alunos, durante o desfile e depois dele também.


Nesta época as fotografias eram reveladas e todos queria tirar a sua para guardar. Quem, hoje, não tem aquela foto posada no meio da rua, enquanto aguardava o tempo de pausa da apresentação das bandas? Ou aquela foto despojada, sozinho ou com a galera depois do desfile, na nossa querida escadaria?

Pois é! Momentos bons de uma época em que não tínhamos Smartfones para fazer selfies a todo instante. Nossa rede social era combinar o horário e chegar mais cedo para ajudar nossos professores na organização dos alunos, distribuir faixas, fantasias, formar pelotões, tudo tinha que sair impecável, todos tinham que estar bem apresentáveis, e quem queria estar diferente? Ninguém, não é? Afinal, era um momento tão propício para tirar aquela fotografia que seria guardada para sempre.

Desfile de 1980 em Morro do Coco. Foto: Arquivo pessoal.

Não tínhamos toda essa facilidade que temos hoje, na hora de verificar se a foto ficou boa ou não. Eram fotos individuais contratada na hora e que levariam semanas para serem entregues impressas pelos fotógrafos. Outra opção era a compra de um filme de 12 poses que você dividia entre seis amigos e cada um poderia tirar duas fotos e pedia muito a Deus pra não queimar e nem sair tremida. Ainda tinha o agravante de ter que contar com a pessoa que iria fazer a foto, e pedir com antecedência, para ela não dar um bolo no dia do desfile, já que a câmera era sempre emprestada. Oh! isso sim é nostálgico e gostoso de lembrar. Vai me dizer que lendo esse texto, você não viajou em várias memórias?

Desfile de 7 de sembro de 2009. Foto: Dielly Rangel.

Não se recordou daquela fotografia guardada em um álbum de desfile que você saiu caracterizado de um tema que você se identificou ou até de um que a professora escolheu para você, mas você odiou, (risos). A escadaria naquela época, onde tinha uma árvore e hoje não tem mais. Estas e outras mudanças que ocorrem com o decorrer do tempo e que hoje só nos restaram as boas lembranças através das fotografias. Eram outros tempos. Tempos bons, podemos dizer. A geração 2000 ainda pegou um pouquinho disso, mas logo entraram na era digital. São as memórias, que muitas vezes esquecidas, voltam para matar a nossa saudade como se fosse hoje, através da boa e velha fotografia revelada, seja ela da KODAK ou Fugifilme.


Por: Dielly Rangel, Fotógrafa.

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