Sessão da CPI do INSS é suspensa após confusão, retomada em seguida e termina em impasse
- 26 de fev.
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Parlamentares contestaram a contagem dos votos, houve empurra-empurra no plenário e governistas pedem anulação da decisão.

A sessão da CPI do INSS realizada nesta quinta-feira (26) foi marcada por tensão, tumulto e contestação do resultado de uma votação que aprovou a quebra do sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Logo após a proclamação do resultado, parlamentares passaram a questionar a contagem dos votos feita pelo presidente da comissão, o senador Carlos Viana (Podemos-MG). A contestação evoluiu rapidamente para uma confusão generalizada no plenário, com troca de empurrões entre deputados, o que levou à suspensão temporária da sessão.
Mesmo após a interrupção, a reunião foi retomada minutos depois. Alguns parlamentares usaram a palavra para se manifestar sobre o episódio e criticar a condução da votação. Em seguida, os trabalhos foram novamente encerrados, desta vez para o intervalo do almoço.
Entre os envolvidos diretamente na confusão estiveram o deputado Rogério Correa (PT-MG), o relator da CPI Alfredo Gaspar (União-AL), além dos deputados Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (Novo-RJ).
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou que o procedimento adotado na votação foi irregular e anunciou que pedirá a anulação do resultado.“O que aconteceu agora foi muito grave, viola a democracia”, declarou.
Ainda nesta tarde, parlamentares da base governista estiveram na Residência Oficial do Senado para solicitar formalmente a anulação da votação ao presidente do Congresso Nacional, o senador Davi Alcolumbre.
Até o momento, não há definição sobre a eventual revisão do resultado da votação.



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